segunda-feira, 11 de julho de 2016

QUEM FOI? #1: EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI

O Regime Militar ou a Ditadura Militar como vocês preferirem chamar, foi um dos períodos mais polêmico da história do Brasil, até hoje o assunto é discutido de uma forma delicada pois existem pessoas que concordam com alguns pontos do período e outras que discordam, porém o nosso quadro não está aqui para julgar o certo e o errado, estamos aqui para passar um conhecimento, informações de qualidade e através do que vamos passar que os leitores tirem suas propias conclusões, a final sempre existirão os dois lados da história e se você conhecer ambos sempre estará um passo a frente.

Por Xande Pessoa



Para abrir o quadro Quem Foi do blog escolhemos um dos presidentes do período militar, trata-se do General Emílio Garrastazu Médici que governou o país nos anos de 1969 a 1974, foi o terceiro presidente do período que durou dos anos de 1964 a 1985. Então a partir de agora, iremos contar um pouco da vida e trajetória do presidente Médici.

Nascido em 04 de dezembro de 1905 no Rio Grande do Sul, Médici teve sua educação sempre em áreas militares, estudou no Colégio Militar de Porto Alegre e formou-se oficial na Escola Militar de Realengo em 1927. Em 1929 Médici já era Tenente do 12º Regimento de Cavalaria, em Bagé, foi Major na 3ª Divisão de Cavalaria e em 1948 foi promovido a Tenente-Coronel. Em 1961 passou a comandar 4ª Divisão de Cavalaria em Campo Grande, em 1967 ocupou a Chefia do Serviço Nacional de Informações. Promovido a General de Exército, e nomeado Comandante do III Exército, em 28 de março de 1969, em Porto Alegre.

Em 1969, o atual presidente Costa e Silva se afastou por causa de uma doença. No dia 25 de outubro de 1969 o Congresso Nacional elegeu o general Emílio Garrastazu Médici como presidente, o general assumiu o poder no dia 30 de outubro iniciando o Governo Médici.

GOVERNO MÉDICI

O governo Médici ficou conhecido por conta do famoso “Milagre Econômico” no qual houve um crescimento no PIB brasileiro levando a economia do país para a sétima economia do mundo, foi um periodo marcado pela expansão da indústria e pelo aumento das exportações agrícolas. Grandes obras marcaram o governo Médici como as construções das rodovias Transamazônicas, Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho.

Como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, o governo Médici foi marcado por forte repressão política, adotou censura aos meios de comunicação impossibilitando a denúncia de atrocidades que acontecia no país. Além da censura os militares ganharam aval do Estado para promover tortura e assassinatos no interior de delegacias e presídios.

O governo Médici eliminou as guerrilhas comunistas clandestinas que se espalharam no país, como a guerrilha urbana e a do Araguaia, guerrilhas que praticavam assalto a bancos e sequestro de diplomatas estrangeiros. Com isso houve um aumento nas repressões em manifestações e denuncias de tortura contra o governo aumentaram. Uma grande frase marcou o período do presidente Médici, "Brasil, Ame ou deixe-o".

 CURIOSIDADES

Às vésperas da Copa do Mundo de 1970, o presidente criou uma crise dentro da Seleção Brasileira. Ele pediu a convocação do centroavante Dadá Maravilha. O técnico João Saldanha se irritou: "Eu não escalo o Ministério e ele não escala a Seleção". Saldanha acabou perdendo o seu lugar para Zagallo. Que convocou Dadá.


FRASES DO PRESIDENTE MÉDICI

“Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranquilizante após um dia de trabalho.”

CONCLUSÃO


Ao fim de seu mandato como presidente, Médice abandonou a vida politica. Médici morreu em 09 de outubro de 1985, aos 79 anos idade, vitima de insuficiência renal aguda e respiratória, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e assim encerramos o primeiro de muitos personagens que irão passar por esse quadro. Agora é com você leitor tirar sua conclusão, sua avaliação sobre o homem que fez parte da história do Brasil, Emílio Garrastazu Médici.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

ATUALIDADES #1: REINO UNIDO E UNIÃO EUROPEIA

O QUE É REINO UNIDO?

Com a saída do Reino Unido, a União Europeia se tornou um assunto muito comentado nos últimos dias, mas o que ao certo é esse tratado e quais influências ele possui?



A Europa foi palco da segunda guerra mundial, e tal confronto deixou o continente muito debilitado, e a falta de recursos favoreceria a guerra.

Reerguer cada país individualmente levariam décadas, e então veio o conceito de “juntos somos mais fortes”. Alguns tratados começaram a aproximar esses países como o Tratado de Roma, que foi criado doze anos após o fim da segunda guerra, em 1957, para fortalecer o comércio local dos países da Alemanha, França, Itália, Bélgica, Países Baixos (Holanda) e Luxemburgo. Esse tratado trazia aos países integrantes vantagens comerciais entre eles, além de compartilhar o carvão e o aço, produtos essenciais para a guerra, em uma gestão conjunta, esses recursos favoreceriam a paz.

Alguns anos depois, em 1967 o Tratado de Bruxelas trouxe poder da União Europeia sobre os países, criou o parlamento Europeu e a Corte suprema da Justiça e a Comunidade Econômica Europeia.

Quando os outros países europeus perceberam o sucesso dos países pioneiros, começaram a aderir e ganhar força, e em 1992 o tratado de Maastricht, uma cidade na Holanda (Após o final da Guerra Fria) criou a União Europeia, e que buscava mostrar uma nova Europa contemporânea, diferente da imagem de castelos e países conservadores.


Nesse tratado, surge a União Monetária e o projeto do Euro, uma moeda comum que veio a entrar em vigor em 2009, que tentava trazer uma moeda segura com vários pilares para se sustentar. Em 2007, mais um tratado surgiu: “O tratado de Lisboa” (porque Portugal foi o que melhor e mais rápido se adaptou ao Euro) e foi responsável por duas mudanças relevantes: 
  • O acordo se Schengen: que propunha a livre circulação de pessoas do bloco sem a necessidade de visto, isso significa maior número de imigrantes nos países e portanto, maior mão de obra (assinado em 1985).
  • União Política: que visava uma constituição única para todos os países da União Europeia, isto é, o mesmo conjunto de leis e de políticas para todos do grupo, tornando uma união político-econômica completa. Mas o tratado nunca foi aceito, já que muitos países tem entendimentos diferentes em relação a muitas coisas, uns são mais liberais como a Holanda e outros são mais conservadores, como a Alemanha.
A União Europeia conseguiu o objetivo de fortalecer os países e reerguer o continente, mas agora assume um novo caráter que tem tudo a ver com seu nome: Unificar a Europa. Muitos países percebendo que sua identidade cultural e independência de decisões estava enfraquecida por um grupo tão grande que lhes dizia como agir, como uma vontade maior que a do próprio país, podendo mudar o rumo de como a Europa segue daqui pra frente.

A SAÍDA DO REINO UNIDO

O Reino Unido é constituído pela Inglaterra, o País de Gales, a Escócia (que, em conjunto, formam a Grã-Bretanha), estes países, andavam insatisfeitos com as regras impostas pela União Europeia, influenciando a política, de forma que era preciso o consenso dos outros países para que algumas ações políticas fossem aprovadas(...) e até mesmo a alta migração e os custos para se manter na União Europeia, fizeram a Grã-Bretanha inciar uma votação popular para a saída do grupo, que mostrou o resultado bastante polêmico: 52% da população votou que sim, deixando os 48% restantes com uma sensação de impotência e de democracia abalada. 

Parlamentares ingleses comemoram a saída do Reino Unido
A saída refletiu imediatamente no poderoso Euro, que caiu bruscamente após o anúncio. Porém, a saída da união não é de tudo ruim para o país, que agora é mais independente do que nunca: Poder tomar suas decisões sem esperar o que o grupo maior prefira, reflete na tomada de decisões que mais represente o povo e que assim, tenha mais a sua própria identidade. Por outro lado, isso pode aumentar os casos de xenofobia entre os países que já não se davam bem desde a entrada da Grã-Bretanha, como a França por exemplo.

Joao Miranda | Equipe Historiando.

terça-feira, 5 de julho de 2016

GRANDES COMBATES #1: GUERRA DOS GLADIADORES


Durante o ano de 73 a.c a 71 a.c, explodiu em Roma um combate que ameaçava por fim na condição servil e trazer melhores condições de vida aos escravos romanos. Nessa época, já se começava a questionar a supremacia do governo republicano em Roma.

Eis que surge uma figura, capaz de dar a próprio vida pelo fim da escravatura: Espártaco. Escravo, nasceu em Trácia (uma região conhecida pelo espírito de luta do seu povo) e durante boa parte da vida foi pastor. Mesmo com sua infância aparentemente simples e humilde, ele chegou a servir ao exército romano, porém, abandonou a vida militar e começou a organizar bandos para assaltar na antiga Roma.


Chegou a ser preso em 73 a.c e, após cumprir pena, foi vendido como escravo para um treinador de Gladiadores, que habitava em Cárpua, região da Penísula Itálica. Ele se destacava entre os prisioneiros pela sua força física e estratégia militar. Ao longo do tempo foi ficando cada vez mais conhecido, e se tornou campeão do Ludus Magno, a maior Arena de Gladiadores da época.

Depois de sofrer muitos maus tratos, organizou uma revolta junto ao seus companheiros, eram cerca de 70 homens. Além de Espártaco como líder, dois escravos também se destacavam, Crixus e Oenamaus. O grupo teve sorte ao achar um arsenal de armas que seriam usados contra os escravos, o que tornou os revoltados ainda mais fortes.

O governo romano, após ficar sabendo do levante organizado por Espártaco, mandou tropas comandas por Caio Cláudio Glabro com cerca de três mil soldados para combate, porém, ao contrário do que se esperava, foram derrotados pelos escravos. A vitória da tropa de Espártaco motivou mais escravos a se unirem a revolta, o que preocupou o governo de Roma, que se sentiu ameaçado. Esses conflitos e série de revoltas, deram origem a Terceira Guerra Servil, ou Guerra dos Gladiadores.

Espártaco, instruindo seus soldados.

Cerca de 120 mil se aliaram aos revoltados, dividindo-se em dois grandes grupos, um que permaneceu em Cárpua, e outro, liderado por Espártaco, caminhou rumo à Penísula Itálica. Porém, os escravos tiveram boa parte da tropa derrotada e Espártaco retornou com seus combatentes à Cárpua.


Abalados por grandes percas e temendo a queda do Império,  Roma deu a missão a Crassus, o grande rival de Espártaco, de liderar e treinar tropas para impedir a derrota romana. Ele comandou um exército de oito legiões. Abalados por tamanha força do exército romano, Espártaco ordenou que sua tropas recuassem em sentido a região sul, evitando a cidade de Roma.

Os escravos pretendiam embarcar com piratas, que os levariam até a ilha de Sicília, porém, Crussus tomou conhecimento do plano de Espártaco e enviou tropas ao local. Encurralado e ciente que não tinha mais forças, o líder Espártaco ainda tentou negociar com Crassus.


O combatente romano negou o pedido, restando aos escravos lutarem até a morte. Sem muitas surpresas, o exército romano não teve tantas dificuldades em vencer os revoltados. Esse combate ficou conhecido com Batalha da Porta Colina. Ao fim do combate, Espártaco se retirou para as montanhas de Patélia, ainda liderando muitos escravos.

Porém, quando viu que não tinha outra escolha, Espártaco correu em direção ao grande exército romano, derrotando todos que estavam a sua frente, ele pretendia chegar até o General Crassus, que ficou espantado com a bravura e a fúria do Gladiador, e por muito pouco não o matou. Em meio a multidão de soldados romanos, Espártaco foi capturado e morto.

A história de Espártaco atravessou fronteiras e motivou outros povos a lutarem pela sua liberdade. Afim de coibir novas revoltas, o exército romano crucificou cerca de seis mil escravos sobreviventes ao longo da via Apia, que ligava Roma até a cidade onde se iniciou a revolta.

Em homenagem à resistência e a bravura dos escravos, várias obras foram lançadas, principalmente no campo áudio-visual, como a grande saga “Spartacus”, que é uma série que trás à tona a história desse combate. Também foram criados filmes e um jogo, chamado “Spartacus Legends”, que é suportado em plataformas como Xbox e Playstation.

Assista ao filme completo e dublado:



João Victor | Equipe Historiando.




segunda-feira, 4 de julho de 2016

BEM VINDOS AO HISTORIANDO

O Historiando é blog criado com intuito de aproximar as pessoas da historia contada de um modo irreverente, que desperte o interesse do público pelo vasto conteúdo histórico.

Todos os textos aqui produzidos são baseados em fins históricos, montados através de pesquisas numa ampla rede de informações que são debatidas pela equipe do Blog.

Semanalmente, produziremos um texto sobre um determinado assunto, esperamos que vocês, leitores, nos ajudem a selecionar o conteúdo abordado.

Equipe Historiando.